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20 de Outubro de 2020
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    CALMON PREGA UMA " IMPRENSA LIVRE "

    Tribunal de Justiça do Amazonas
    há 9 anos

    Ministra diz que é preciso criticar o que está errado e elogiar o que está certo

    Confira na íntegra a entrevista que a Corregedora Nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, concedeu à imprensa de Manaus, no final da tarde desta quinta-feira, 29/03, no Centro de Cultura Palácio Rio Negro. A entrevista:

    P – Ministra, como a senhora avalia hoje a posição do TJAM que conquista uma posição de destaque no relatório do CNJ?

    Ministra Eliana Calmon, Corregedora Nacional de Justiça Foi um esforço grande da administração e é a prova viva daquilo que o CNJ vem pregando. A boa gestão tem uma influência na ponta, na atividade judicante, e foi possível provar isto quando o Tribunal melhorou a sua gestão conseguiu mais verbas pela credibilidade que passou ao governo. Foi possível desta forma melhorar na ponta a atividade jurisdicional.

    P – A senhora acompanhou a eleição para a próxima presidência do TJAM, que teve como vencedor o desembargador Ari Moutinho?

    Eliana Calmon Não tenho maiores conhecimentos, mas me parece que foi uma eleição democrática e isto está dentro da autonomia dos tribunais, e o CNJ não interfere.

    P – Qual a sua opinião em relação ao sistema prisional brasileiro?

    Eliana Calmon Muito ruim. Está é uma parte que nós temos grandes dificuldades, porque está faltando presídios, está faltando recursos para atender as necessidades prisionais e nós temos este débito para com a sociedade brasileira. Para resolver isto está se fazendo um trabalho dentro do Ministério da Justiça, porque embora isto esteja afeto ao Poder Judiciário, mas praticamente toda a gestão dos presídios fica na mão do Executivo.

    P – É preciso que o Executivo invista mais dinheiro?

    Eliana Calmon Sem dúvida alguma, e é exatamente para isto que apontam todas as soluções.

    P – Como a senhora recebeu a decisão do STF com relação aos poderes de investigação do CNJ?

    Eliana Calmon Foi a grande explosão nacional pela manutenção do CNJ com todas as suas funções para não ser podado na atividade disciplinar.

    P – No seu pronunciamento a senhora chegou criticar a postura de alguns magistrados, na sua opinião o que precisa ser feito para que a realidade que nós ainda temos hoje no Brasil seja mudada?

    Eliana Calmon Formação adequada. Nós precisamos formar e cobrar desses magistrados que não estão executando as suas tarefas dentro do critério que nós entendemos correto, nós precisamos cobrar. Na medida que nós cobramos muitos magistrados voltam a ter um procedimento dentro dos padrões normais. Então duas coisas são necessárias: primeiro, formação adequada para a magistratura; segundo, cobrança disciplinar. Ninguém sobrevive sem disciplina. Essa disciplina é importante, e por isso mesmo que nós estamos fazendo com que as corregedorias tenham estrutura adequada para exercerem este papel disciplinar.

    P – A senhora acredita que a imagem do judiciário no país está mudando?

    Eliana Calmon Acho que sim. Devagar, porque realmente é uma mudança muito grande. O Conselho Nacional de Justiça foi a transparência. Como eu disse à imprensa, a transparência vem de uma imprensa livre que possa denunciar, que possa mostrar boas práticas como também criticar, na medida que estes atos são públicos e nós precisamos saber do que está errado e elogiar o que está certo.

    P – A senhora poderia falar sobre investimentos com relação ao interior do Amazonas?

    Eliana Calmon Nós vamos fazer um concurso para a magistratura, para prover todos os cargos vagos, também vamos dar estrutura adequada a primeira instância com um concurso de servidores públicos, então isso são investimentos.

    P – A senhora doou uma aeronave para o Tribunal de Justiça. A senhora pretende doar outras?

    Eliana Calmon Eu fiz a doação de uma aeronave e agora nós estamos com mais 14 aeronaves. O Amazonas será contemplado com mais 1 ou 2 se for necessário.

    P – Como a senhora avalia o projeto do CNJ de criar ficha limpa para os servidores que são de cargos comissionados?

    Eliana Calmon Nós achamos que deveríamos ter compatibilidade com o que já existe para o Poder Executivo e o Poder Legislativo. Para a magistratura não precisa, porque ela já é fiscalizada por diversos órgãos. Mas para os servidores é necessário para não termos servidores que não estão devidamente adequados a uma unidade que é anuidade do pensamento nacional.

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