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26 de Agosto de 2019
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    Magistrado amazonense é um dos sete brasileiros escolhidos para a Ordem do Santo Sepúlcro

    A Ordem é secular e a escolha dos membros é feita por uma comissão do Vaticano. Trata-se de uma das mais importantes missões da Igreja Católica.

    Tribunal de Justiça do Amazonas
    há 6 anos

    O anúncio dos escolhidos foi feito por meio de comunicado do Grão Magistério do Vaticano esta semana. O nome do magistrado amazonense foi aprovado entre centenas, de vários Estados brasileiros. Cada um deles foi examinado criteriosamente pelos membros da Comissão para Admissões e Promoções do Vaticano e, além do presidente do TJAM, também foram escolhidos Newton Geraldo Vieira, Adílio Jorge Marques, Luiz Ramon Perez, Carlos Roberto de Figueiredo Osório, Sérgio Costa Couto (religioso) e Rita de Cássia Pinho França de Sá Freire.

    A Ordem foi criada pela Igreja Católica para servir como “Guarda de Honra” do Santo Sepúlcro de Nosso Senhor, em Jerusalém, o local onde Jesus Cristo teria sido sepultado após a crucificação. As pessoas escolhidas são as damas e cavalheiros da Ordem que tem a especial missão de assistir a Igreja na Terra Santa, proteger o túmulo de Cristo e estimular a prática da vida cristã no mundo, através de seu testemunho de fé e de solidariedade. No mundo, são 18 milhões de católicos. A Ordem tem uma estrutura hierárquica definida, sendo chefiada por um cardeal Grão Mestre, nomeado pelo Santo Padre. Ele é assistido por um conselho, o Grão Magistério, cuja função é identificar e acordar com o Patriarcado Latino de Jerusalém os programas e ações que serão realizadas em cada ano. O número total de membros da Ordem em todo o mundo é de 28 mil, incluindo cavaleiros, damas e eclesiásticos. O trabalho desenvolvido por todos esses fiéis já foi elogiado pelo papa Francisco.

    A cerimônia de investidura no cargo dos sete brasileiros ocorrerá ainda este ano, no Mosteiro da Glória, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Todos os aprovados receberão diplomas assinados pelos membros do Secretariado do Estado da Cidade do Vaticano. “Trata-se de uma honra muito grande poder fazer parte de uma Ordem como esta, secular e com uma das mais importantes missões do catolicismo, que é de zelar pela conservação e propagação da fé cristã. Cumprirei esta nobre incumbência com o coração de missionário”, destacou o presidente.

    O desembargador Ari Moutinho é do município de Benjamin Constant, interior do Amazonas, e começou a sua carreira na magistratura em 1976. Foi titular da Vara da Infância e Juventude na capital; no interior do Estado, atuou nas Comarcas de Boca do Acre, Urucurituba e Itacoatiara. Promovido para a capital, atuou como juiz corregedor em duas administrações do TJAM; trabalhou como juiz eleitoral em diversas zonas eleitorais; foi juiz da 8ª Vara Cível e presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon).

    O magistrado foi promovido para a desembargatória no dia 15 de outubro de 2004, na administração do desembargador Arnaldo Carpinteiro Péres. Moutinho também presidiu o TRE/AM no período de 2008-2010. Sua eleição para a presidência do TJAM, para o biênio 2012-2014, aconteceu na sessão do Pleno em março de 2012 e a posse ocorreu no dia 4 de julho do ano passado.

    Acyane do Valle

    TJAM

    Fotos: Mário Oliveira

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