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13 de Dezembro de 2018
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    Tribunal de Justiça do Amazonas vai implantar o Museu do Crime em Manaus

    A iniciativa faz parte da gestão do desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, que visa aproximar o Tribunal da sociedade, além de oferecer uma alternativa para estudiosos, acadêmicos de Direito, sociólogos, historiadores, demais profissionais e interessados em conhecer o comportamento humano através de atividades delituosas.

    Tribunal de Justiça do Amazonas
    há 6 anos

    O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) está criando o Museu do Crime na capital amazonense. A sala memorial, que funcionará no anexo do TJAM, contará com armas e indumentárias que foram utilizadas em processos criminais analisados pelos magistrados do Tribunal e que tiveram grande impacto na sociedade. No espaço também estarão expostos pertences, documentos e fotografias de desembargadores da instituição.

    A ideia surgiu a partir de um diálogo entre o juiz auxiliar da Presidência do TJAM Adalberto Carim Antonio e o historiador e diretor da Divisão de Depósito Público do TJAM, Sidney Level. A inauguração do espaço acontecerá ainda este ano.

    O Exército Brasileiro, o Departamento de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a historiadora Angélica Santos e o pesquisador e doutor em História, James Roberto Silva, são parceiros que têm colaborado no projeto.

    Adalberto Carim acredita que a importância da existência do museu só tende a aumentar, considerando que se trata de uma iniciativa pioneira nesta região do País. "O Museu do Crime utilizará elementos que estavam tombados, esquecidos no Judiciário, em total desuso, para que eles assumam uma faceta educacional, com a finalidade de levar as pessoas à reflexão a respeito da violência", explicou Carim.

    Para o pesquisador e doutor em História, James Silva, o museu está longe de representar uma apologia às práticas criminosas. "Ele se constituiria em nossa cidade como um março de memória, mantendo viva, física e simbolicamente, a lembrança daquilo que não queremos que se repita", comentou.

    Adalberto Carim contou que a implantação do museu faz parte da essência da gestão do desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, iniciada em julho de 2012, que na sua posse como presidente da Corte, assumiu o compromisso de aproximar o Tribunal da sociedade, com iniciativas que despertassem o interesse não apenas dos operadores de Direito, mas à sociedade como um todo.

    Acervo de Armas

    O Museu do Crime já conta com um acervo de 29 armas, oriundas desde a I Guerra Mundial até as utilizadas em crimes rumorosos ocorridos no Amazonas.

    Pistolas, espingardas, garruchas e submetralhadoras, além de espadins e baionetas, já fazem parte do acervo. Essas armas foram catalogadas e entregues à 12ª Região Militar do Exército Brasileiro, onde foram inutilizadas e restauradas.

    As alemãs Luger (utilizadas na I Guerra Mundial) e Mauser, além da submetralhadora americana Thompson, estão entre as armas mais antigas do acervo.

    Adalberto Carim conta que a ideia é relacionar cada crime a uma arma específica. "Até serra elétrica, usada em crimes ambientais, armas brancas e inclusive as armas falsificadas, farão parte do museu", disse.

    Processos históricos

    "Um Museu do Crime não é só um lugar em memória ao crime. Ele também tem como propósito contar outras histórias que envolvem o cotidiano e os valores de uma cidade, existentes na época, mostrando a própria estrutura do Judiciário então vigente e como a polícia engendrava suas pistas", ressaltou Carim.

    Assim sendo, julgamentos históricos irão compor o museu, como os de "Santa Etelvina", "Delmo", e o caso de uma sentença de pena de morte, no século XIX, que foi convertida em prisão perpétua – sendo a pena máxima aplicada no Amazonas, .

    O caso da menina Etelvina Alencar, posteriormente conhecida como Santa Etelvina (caso que deu origem ao nome do bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus), ocorreu em 1845, de acordo com levantamento feito por historiadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Etelvina era virgem e foi estuprada e assassinada com requintes de crueldade. Contam que seu corpo foi encontrado cinco dias depois, em perfeitas condições, e por isso foi aclamada como santa pela população. Os devotos acreditam que as preces feitas em seu nome eram e são atendidas.

    Outros crimes de grande repercussão no Amazonas, como o caso "Fred", entre outros, estão sendo pesquisados pela historiadora do TJAM, Angélica Santos, para composição do acervo do Museu do Crime.

    Giselle Campello

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