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2 de Março de 2021
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    Semana da Mulher: Servidora pública, mulher e mãe!

    No mês da Mulher, a Divisão de Imprensa e Divulgação do TJAM estará elaborando várias reportagens sobre a atuação das mulheres no Tribunal de Justiça do Amazonas. Esta primeira matéria conta um pouco da história da servidora Sônia Lima, que atua no Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus.

    Tribunal de Justiça do Amazonas
    há 8 anos

    A servidora Maria Sônia Vieira de Lima, que atua na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum Ministro Henoch Reis, entrou no Tribunal de Justiça do Amazonas em 1990, após prestar concurso público para escrevente juramentada.

    Depois de assumir o cargo, foi lotada na 3ª Vara Criminal, onde permaneceu por três anos, e depois disto foi para o 2º Tribunal do Júri, onde está há quase 20 anos.

    Sônia, como é chamada, tem 54 anos, é natural de Manaus e sempre viveu na capital. Está prestes a colar grau em Direito e se diz feliz com sua trajetória pessoal e profissional. Para ela, a sensibilidade da mulher contribui para a realização de um bom trabalho, quando oferece uma palavra amiga a quem procura consolo, como nas situações que se depara no seu setor.

    Conheça um pouco mais sobre esta mulher, servidora e mãe na entrevista abaixo, que integra a série de matérias neste mês da mulher:

    Como é seu trabalho e como é a relação com as outras pessoas?

    Trabalho aqui porque eu adoro o que faço. O 2º Tribunal do Júri foi um setor que eu me identifiquei plenamente, tenho prazer em vir trabalhar, gosto do meu serviço e me dedico realmente porque eu me sinto realizada com essa atividade. Tento fazer o possível para que o meu trabalho saia com qualidade, com presteza para os jurisdicionados, que são as pessoas mais importantes desse âmbito processual, pois elas ficam aguardando e dependem exatamente do desenvolvimento das nossas atividades para que possam ter o resultado final da sua lide.

    Qual é sua formação? Você voltou a estudar depois que entrou no Tribunal?

    Ao ingressar no TJAM, eu tinha só o curso de 2º grau (curso técnico em Secretariado). Hoje, estou concluindo o curso de Direito, estarei colando grau no mês de abril. É um orgulho. E o que me levou a decidir a fazer o curso foi, entre outras coisas, ter uma melhor formação, haja vista ter trabalhado todos estes anos nessa área e a faculdade complementa os conhecimentos que adquiri na prática.

    E seu trabalho final de curso é sobre o quê?

    A minha tese é sobre violência contra o idoso, inclusive fiquei com média 9,5.

    Como a senhora avalia a situação da mulher atualmente?

    Após toda a evolução para conquistar o seu espaço na sociedade, a mulher se destaca em todos os setores. Percebe-se claramente que a mulher tem uma maior sensibilidade e na área onde atuo isso é muito importante, porque nós lidamos com as emoções, com as tragédias. Quantas mães chegam até nós desesperadas por seus entes queridos, nos dois aspectos: tanto aquela que perdeu um filho ou alguém da família, quanto aquela que o filho ou parente é o réu do processo. Então, são dois sofrimentos diferentes, mas intensos. Nós, enquanto mulheres, com a sensibilidade que temos de mãe, de filha, temos uma responsabilidade muito importante nesse contexto. Quando temos uma palavra amiga, procuramos uma palavra de consolo, uma forma de dizer algo para que essa mãe, desesperada, possa entender que muitas vezes o processo é demorado. Então, nós procuramos esclarecer, explicar o andamento processual e tirar as dúvidas da família.

    Como é conciliar trabalho e vida pessoal?

    Não é fácil, porque a mulher tem que ser "super". Antes de ser mulher, sou mãe. Tenho um filho que, graças a Deus, está hoje também numa faculdade, inclusive esta foi uma das razões que me fez voltar a estudar e tentar fazer um curso superior, para que não criasse um abismo na formação entre meu filho e eu. Havia terminado de estudar há tantos anos, mas consegui ingressar numa faculdade. Procuro conciliar tudo isso: a minha parte mulher, a parte mãe, estudante e trabalhadora do Judiciário. A mulher sempre divide seu horário de qualquer maneira. A mulher tem essa facilidade de desenvolver várias tarefas ao mesmo tempo e, vale ressaltar, com bastante qualidade.

    Patricia Ruon Stachon

    Edição: Acyane do Valle

    Foto: Patrícia Stachon

    DIVISÃO DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO DO TJAM

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